Relato: Fernando de Noronha: sonho de viagem realizado!

Primeira visão da Praia do Sancho



Por do sol do Forte Boldró

Segundo dia no Sancho

Por do sol no passeio de barco na Conceição

Praia do Atalaia

Lagoa de mergulho do Atalaia

Trilha longa do Atalaia


mais da trilha Longa

Praia da Conceição


Por do sol na Conceição visto da areia

Golfinhos na ida do passeio de barco


"piscina" salgada chamada Sancho


Golfinhos na volta

Forte dos Remédios
Ir a Fernando de Noronha é um pensamento meio mágico que povoa a mente dos brasileiros... a gente sempre ouve falar desse lugar, de suas belezas e do preço alto pra se chegar lá. Então parece algo que você nunca vai fazer de fato. Mas aí, um dia, você começa a pesquisar preços de passagem aleatoriamente e descobre uma tarifa imperdível para conhecer o paraíso. Foi exatamente assim que fui parar na ilha encantada de Noronha em setembro de 2013.
O preço da passagem, no entanto, é só o começo dos seus gastos... Realmente é caro ir pra lá. Um pouco porque se trata de uma ilha, bem distante do continente, onde tudo chega de avião ou de navio (toda matéria prima para construção, para alimentação - não se produz praticamente nada na ilha), o que encarece a hospedagem, a comida, mas também porque o Governo de Pernambuco encontrou um jeito fácil de fazer dinheiro. Digo isso porque você tem uma taxa a pagar pelos dias que permanecer por lá que NÃO FICA PARA A ILHA!!! Apenas uma parte é repassada para Noronha. O restante vai para o Governo do Estado e pelo estado de conservação das ruas, você vê que algo está errado com essa divisão. Mas não quero te desanimar... chega de falar das coisas ruins! Noronha é bom demais e depois que você estiver lá, nem vai lembrar do quanto gastou, ou, se lembrar, ainda vai achar pouco diante de tamanha beleza.
Vou dividir essa postagem em 2. Nesta, vou fazer o relato detalhado da minha estadia (bem longo). Na segunda, vou fazer um mini roteiro para 3 dias e 4 noites, além de algumas dicas (bem curtinho).

1o Dia: Partimos de Guarulhos por volta das 10:30 da manhã, com destino a Fernando de Noronha, com parada para troca de aeronave em Recife. Chegamos em Fernando de Noronha por volta das 16:00. O aeroporto é pequeno, mas bem estruturadinho. Você só consegue desembarcar, após pagar a taxa de preservação ambiental  proporcional aos dias que irá ficar. Pode ser pago pela internet e adianta um pouco a saída. Se você não reservou com a sua pousada um transfer - que foi o nosso caso - haverá taxis à disposição. Lá não existe taxímetro, então os valores são pré combinados. Acho que pagamos uns 30,00 reais até a pousada Mar Aberto (comento mais adiante) num trajeto que dura menos de 20 minutos.
Fizemos o check in e fomos direto pra praia do Cachorro, que é a mais próxima de onde estávamos (Floresta Nova). Uns 10-15 minutos andando. Essa praia é bem pequena, mas já é linda e olha que já estava escurecendo e o dia, nublado. Ainda caminhamos até a praia do lado, Praia do Meio e ficamos lá até depois do por do sol. Tomamos um suco delicioso de kiwi no Bar do Cachorro e comemos isca de peixe ali. Nesse local, sempre rola uma música ao vivo - cada dia é um ritmo. Para quem tem ânimo para um curtir a noite, é uma das poucas opções.
Sim, Fernando de Noronha é para os diurnos! Lá o café da manhã na pousada começa e termina cedo. Os passeios saem cedo e anoitece relativamente cedo, por volta das 17:30 nessa época. Não tem aquele agitinho noturno de Arraial D'Ajuda, Porto de Galinhas, com vários resutaurantes, lojinhas, etc...o clima lá é outro! Se você não estiver de carro ou do buggy, não haverá tantas opções de restaurantes próximos um do outro.
Aliás, parêntesis para esse assunto. Passamos 6 dias por lá e usamos taxi duas vezes: do aeroporto para a pousada e uma vez para ir ao Sancho. Nos outros dias, pegamos carona nos buggys ou andamos. Até tentamos voltar do Sancho de ônibus regular, mas demorou demais pra passar e acabamos conseguindo uma carona antes. Eu realmente não acho que compensa alugar, se você tiver um pouco de disposição, tempo e paciência. É muito comum pegar carona por lá. Fecha parêntesis.
Acho que nesse dia também comemos uma tapioca bem gostosa (Tapioca da Babalu), ao lado do caixa eletrônico do Santander, no caminho da Vila para a praia do Cachorro.

2o Dia: No primeiro dia já combinamos com o atenciosíssimo recepcionista da pousada que queríamos fazer o Ilhatur no dia seguinte. Ele agendou e sabíamos que às 7:30 passaria uma caminhonete pra nos buscar. Outro parêntesis... não fomos com nenhum passeio agendado. Deixamos pra resolver tudo lá na hora e foi super tranquilo. Os preços são sempre os mesmo, quase não há chance de descontos. Então nem esquente... Como já faz alguns meses e eu não fiz um diário de bordo, infelizmente não lembro mais a operadora que nos levou, mas de verdade: tanto faz. O roteiro é o mesmo, bem como o preço: em torno de 150,00/pessoa com direito a almoço.
Esse é O PASSEIO! Imperdível, tem que ser o primeiro passeio para que você entenda melhor a ilha e consiga decidir as praias onde quer voltar sozinho, caso tenha tempo. O dia não estava muito bonito, então as primeiras paradas foram com céu meio nublado, mas até chegarmos à atração principal - o Sancho - o sol abriu. Esse passeio é feito na carroceria de um veículo 4x4 onde eles colocam 2 bancos nas laterais, um de frente para o outro. Eles vão passando nos hotéis, pegando os passageiros, depois vão para sede da agência para alugar equipamento de mergulho superficial (máscara, snorkel, pé de pato, colete). Cada item tem um preço. Nós já tínhamos máscara e snorkel. Em uma das praias seria obrigatório o uso de colete, então alugamos colete e pés de pato, o que foi essencial!
Começamos na Praia do Leão, que fica no mar de fora. Pausa para explicações: as praias em Noronha são divididas em mar de dentro (viradas para o continente) e mar de fora. Tudo é muito diferentes entre elas e varia de acordo com a época do ano. De abril a outubro, você vai ter águas calmas no mar de dentro e agitadas no mar de fora. De novembro a março, a coisa se inverte, o que já te faz querer voltar lá pelo menos mais uma vez, na época oposta. Isso se deve a um fenômeno chamado swell. Mas além disso, a cor do mar é diferente também. No mar de dentro, o predomínio é do verde. No mar de fora, o azul marinho.
Play!!!
Então estávamos na Praia do Leão, no mar de fora, que é bem agitada e só paramos pra tirar fotos e algumas explicações. De lá, fomos para o Sueste, onde entraríamos no mar pela primeira vez. E lá fizemos nossa carteirinha do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (ICMBio), por 75,00 reais que te dá direito a usá-la por 10 dias. Ela é um cartão magnético e você só entra nessa praia após passá-la pelo leitor magnético (a carteirinha é usada também na praia do Sancho e do Atalaia). Após nos paramentarmos com máscara, snorkel, colete e pés de pato, entramos no mar com um guia para mergulhar e ver além de muitos peixes, tatarugas marinhas. Para quem nunca tinha visto como eu, é muito emocionante! Vi várias, pequenas e enormes. Há dias em que se vê tubarões nessa praia também (eles sempre garantem que nunca houve um acidente com tubarões em Noronha). A praia não tem nada de muito especial e a água é um pouco turva, mas não atrapalhou o mergulho. Fica no mar de fora (veja este mapinha simplificado).
De lá fomos finalmente para o Sancho, que é considerada a praia mais linda do Brasil - e uma das mais lindas do mundo. A praia é muito bem preservada até pelo seu difícil acesso. Anda-se por uma trilha curta em deck de "madeira" ecológica até chegar à fenda na rocha, onde há uma escada estreita até a praia. Antes de descer, fomos até o mirante de onde se vê essa praia que é de cair o queixo de qualquer um - sério mesmo! É muito emocionante!!! - e a Baía dos Porcos, que não chega a ser uma praia de fato, mas é onde estão os famosos morros Dois Irmãos, cartão postal da ilha. Várias fotos nesse momento!
Descer pela escada na fenda não é tão simples, mas vi gente fazendo isso com crianças no colo... o pior é subir, claro! De qualquer modo, qualquer esforço é válido para se ter a visão daquele paraíso de pertinho! A água é a mais linda que eu já vi! A areia só peca por não ser branca... (momento chatinha!!!) A temperatura da água é perfeita e nessa época do ano, é uma piscina. Então coloque sua máscara, snorkel e aproveite toda a beleza da criação! Nesse momento você já está completamente apaixonado por Fernando de Noronha. É impossível não amar!
Passamos cerca de 2 horas no Sancho e fomos para o local do almoço que é um restaurante já combinado pela operadora do passeio. Eu realmente não lembro o nome e mesmo que lembrasse, não recomendaria pois demorou muitíssimo.
A parte da tarde do passeio é mais chata. Era pra termos ido no museu dos tubarões, mas estava fechado.Conhecemos o  Buraco da Raquel e fomos mergulhar na Baía dos Porcos que é divina! Em termos de variedade de peixes, acho que só perdeu para a praia do Atalaia. Mas foi rapidinho... :( Ficamos algum tempo na Praia da Cacimba do Padre, que é muito bonita e bem extensa, é onde estão de fato os Morros Dois Irmãos, fica ao lado da Baía dos Porcos e de lá nos levaram a última parada do dia: o Forte Boldró. Do forte, não tem praticamente mais nada. Mal se vê as ruínas... mas fica em cima de um morro e vimos um por do sol lindíssimo!!! Lá tem um bar também e alguma estrutura de pufes, cadeiras, etc.
De volta a pousada, foi banho, janta e cama!

3o Dia: Combinamos um passeio de barco à tarde, então a manhã era livre. Fomo ao Sancho, de taxi, pois após 40 minutos de espera, nenhum ônibus havia passado. O dia estava com o céu azul e sol brilhante, deixando as cores do Sancho ainda mais impressionantes.
A Noronha você vai para se integrar com a natureza. Não acho que seja muito para descansar... A não ser quando você pode ir muitas vezes, mas se não é o caso, tem que aproveitar cada segundo. E isso nós fazíamos através do mergulho de apneia, ou de superfície. Máscara e snorkel o tempo todo, contemplando as mais lindas belezas daquele mar. Como nessa época o mar está muito calmo nessa parte da ilha, dá pra nadar longe, sem colete ou pés de pato.
De lá, pegamos carona com dois buggys e um ônibus da empresa de turismo com quem fizemos o ilhatur até a Vila dos Remédios e de lá fomos a pé para o porto. Esse passeio inclui 30 minutos de aquasub ou pranchinha. É uma prancha pequena amarrada no barco por uma corda comprida. Você vai segurando e o barco te puxando, enquanto você olha com a máscara o mar abaixo e respira pelo snorkel. É muito legal porque nessa área do porto há uma grande variedade de peixes, tartarugas, além de navios afundados. Eu senti um pouco de frio e cansaço de segurar por 30 minutos, mas bem no final. Depois disso, o barco vai em direção aos Morros Dois Irmãos e atraca na praia da Conceição, onde é servido um jantar ao por do sol (arroz, pirão, peixe , salada). Tudo é preparado no barco, durante o passeio e é muito gostoso! O visual é muito bonito e rende fotos lindas.

4o Dia: Queríamos muito ver golfinhos e nos disseram que era preciso fazer o passeio de barco pela manhã para vê-los. Então agendamos o passeio que saía por volta das 9 da manhã do porto, até a Ponta da Sapata, passando por todas as praias do mar de dentro e atracando no Sancho para banho de mar e almoço. Esse passeio também é imperdível! Logo no começo, já fomos cercados por um cardume de golfinhos que nadaram ao lado do barco um bom tempo e na volta do passeio eles apareceram novamente. Só não deu para nadar com eles. O almoço foi a melhor refeição que fizemos em Noronha. Tinha peixe para todos os gostos: sashimi de peixe recém pescado (o melhor que eu já comi na vida), peixe frito e assado, pirão, arroz, salada e docinhos de sobremesa. Comemos muito!!! No final, na volta ao porto, é oferecido o aquasub, mas não fizemos.
De lá, fomos para a praia da Conceição para fazer Stand Up Padle. Custa R$ 50,00 a hora. Eu achei só que a explicação inicial foi muito superficial e tive muito dificuldade para ficar em pé. Foram praticamente 30 minutos de queda e frustração. Até que uma moça estava vindo na sua prancha e me deu algumas dicas e então consegui aproveitar. Mesmo assim, recomendo. E quanto mais tarde, mais lindo é o passeio, pois a praia se reveste de um dourado incrível ao por do sol.
Nessa noite tentamos jantar na pizzaria Na Moita, que fica literalmente dentro do mato, mas é uma grata surpresa aos olhos... as mesas ficam embaixo das árvores, com luminárias penduradas e o cheiro de pizza é maravilhoso. Porém, essa foi a grande frustração gastronômica da viagem, não pela comida - pois nem chegamos a experimentá-la - mas pelo atendimento. O garçom simplesmente esqueceu do nosso pedido e outras pessoas que chegaram bem depois já haviam recebido suas pizzas. Depois, nos trouxeram uma pizza errada, com calabresa (não comemos porco). Por último, ouvimos da cozinha o garçom dizer: "errou de novo". E mais uma vez não era o nosso sabor... Pagamos a conta das bebidas e fomos embora e ficamos ouvindo o garçom e as moças da cozinha discutindo. Tinha tudo pra ser ótimo, mas não posso recomendar.

5o Dia: Depois do descanso do passeio de barco no dia anterior, hoje era dia de sofrer! Agendamos a caminhada longa do Atalaia que é um passeio com duração de 4 horas, andando, ao redor de grande parte da ilha, pela encosta do mar de fora, com direito a mergulhos em lagoas naturais com uma diversidade incrível de fauna, inclusive tubarões.
último por do sol da viagem
Forte dos Remédios
Eu quis fazer a trilha longa pois havia ouvido dizer que a segunda lagoa era melhor que a primeira. Mas hoje, revendo tudo, recomendo a trilha curta. Leva-se 30 minutos andando por um caminho muito fácil, sem subidas íngrimes, grande parte no meio da vegetação, então não tem tanto sol. O mergulho na primeira lagoa já foi encantador, com possibilidade de ver peixes, lagostas coloridas e vários tubaroezinhos (e mesmo sabendo que são filhotes, fiquei com medinho). O mergulho dura 30 minutos, é feito numa lagoa muito rasa, tipo de uns 30-60 cm de profundidade, com o maior cuidado para não pisar no chão, que é de corais cheios de vida. De lá, partimos para uma caminhada por uma trilha bastante cansativa, com um pedaço muito grande só de pedras (tipo, umas 2 horas caminhando nas pedras vulcânicas). No meio disso tudo, tem mais uma pausa pra mergulho em outra lagoa bem semelhante à primeira e depois mais pedras e pedras. Foi bastante exaustivo! É o único passeio que não faria de novo. Mas a trilha curta eu recomendo demais!
À tarde fomos até o Forte de Nossa Senhora dos Remédios. O plano era ver o por do sol de lá, mas o lugar é meio esquisito, abandonado, tinha até rato morto! (eca!!!) Então aproveitamos a vista para fazer algumas fotos e fomos mais uma vez para a praia da Conceição! Mergulhamos, como sempre. Em qualquer praia era isso: chegar, colocar máscara e sair olhando aqueles cardumes tão lindos!
À noite fomos jantar no restaurante Xica da Silva, indicado por outros turistas que conhecemos e que ficava bem perto da pousada. Pedimos Baião de Dois e estava muito gostoso.

Praia do Cachorro
 
Buraco do Galego













6o e Último Dia: Tínhamos voo de volta marcado para às 16 horas e tínhamos que deixar o quarto até o meio dia. Então arrumamos as coisas e os funcionários nos permitiram deixar as malas na recepção e tomar banho no banheiro deles quando voltássemos da praia. Agora cabe falar - E MUITO BEM - do pessoal da pousada Mar Aberto. A pousada é linda, com decoração colorida e de extremo bom gosto. O quarto é confortável (tv a cabo, ar condicionado, cama box queen size, chuveiro quente, secador de cabelo, cofre) e limpo. Tem wifi grátis, mas como em todo lugar em Noronha, o funcionamento é bem lento. O café da manhã é delicioso. Tem uma pequena piscina, mas que dá pro gasto. Mas qualquer uma dessas coisas seria apenas um detalhe se não fosse a gentileza dos funcionários, principalmente a simpatia da Bel, que prepara as delícias do café da manhã. Os dois da recepção - que infelizmente esqueci os nomes - foram ótimos, sempre prestativos, simpáticos e resolutivos. A localização é boa, distante uns 5 minutos até a praça principal e uns 10-15min de caminhada até a Praia do Cachorro. Só tenho boas lembranças e se voltar a Noronha, certamente ficarei hospedada lá!
Esse dia foi de aproveitar a Praia do Cachorro e conhecer o Buraco do Galego, que é uma piscina de água salgada no meio das pedras. Comemos um peixe delicioso (segunda melhor refeição da viagem) na praia mesmo. Acho que foi na segunda barraca... tem nome de um homem (ô que falta que está me fazendo meu diário de bordo...).
Pousada Mar Aberto
E de repente, como ao som de um despertador estridente, o sonho chegava ao fim e era hora de voltar pra realidade. Mas mesmo agora, depois de apenas 4 meses, planejando a próxima viagem para março, cheguei a pensar em voltar pra Noronha... e olha que eu sou dessas que sempre digo: "ah, mas tem tanto lugar novo para conhecer". Tem mesmo! Mas não como Fernando de Noronha.

Comentários

  1. Olá Mariana, vou próxima semana e passei aqui para pegar algumas dicas e informações. Bom texto.

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    1. Vivaldo, espero que tenha aproveitado sua viagem! Depois passe aqui para contar como foi. Abraços

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  2. Mariana seu blog salvou minha viagem! rsrs... Estou indo pra lá em julho e tava cheia de dúvidas e você me esclareceu quase todas em seus dois posts. Obrigada!

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    1. Oi Maria Carolina! Que ótimo!!! Fico feliz em poder ajudar. Depois me conta como foi. Aproveite Noronha até a última gota!

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